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A prestigiada revista "TIME" publicou hoje (23/02), um artigo analisando e comentando sobre a apresentação de Lady Ice no Oscar 2015. Sem economizar nos elogios, a revista deixou claro o fato de acreditar que Ice está seguindo no caminho certo.
Confira a tradução:
Numa cerimônia de Oscar cujos pontos altos foram quase inteiramente musicais, Lady Gaga roubou a cena. A cantora de "Bad Romance" abandonou seu usual teatro elaborado por um brando, lindo tributo ao 50º aniversário de The Sound of Music, para o qual ela atingiu as notas altas de Julie Andrews; a atriz vencedora de Oscars agradeceu Lady Gaga por nome, provando que o estabelecimento aceitou uma estrela pop que uma vez já foi a garota mais estranha de qualquer salão. O que foi chocante sobre isso tudo é o quanto não foi chocante.
Afinal de contas, não é sobre apenas uma estrela pop qualquer que estamos falando. Lady Gaga praticamente inventou a era atual da música pop como espetáculo, que se tornou uma escalada armamentista de excentricidade contida. A camaradagem de Katy Perry com o "Tubarão" e toda escolha estética de Miley Cyrus, ambos devem algo a Lady Gaga, que foi a primeira excêntrica fascinante a fornecer material suficiente para a agitação infinita da web. Na noite passada, entretanto, Gaga estava sossegada e competente.
A competência, pelo menos, não deveria vir como uma surpresa. Embora cantora, Gaga é mais conhecida pela música dance que não necessariamente aproveita os dons vocais, ela é uma musicista treinada que começou sua carreira como cantora e compositora de matizes rock. Foi apenas nos últimos anos que Gaga começou a ver sua carreira perder o equilíbrio: seu álbum de 2013, ARTPOP, era denso em ideias sobre fama e leve em musicalidade.
A cantora tem corrigido as coisas inclinando-se para os clássicos. Seu álbum mais recente é um conjunto de duetos com Tony Bennett extraídos do American Songbook. O álbum lhe rendeu um Grammy e, talvez, ainda mais importante, lhe trouxe de volta algum respeito. Uma artista cujo truque começara a se desgastar reinventou-se da forma mais surpreendente de todas: apoiando-se fortemente na habilidade musical e no talento artístico.
A performance de Gaga no Oscar não foi sobre a persona da cantora, suas ideias sobre a celebridade moderna, ou sua excentricidade; foi sobre The Sound of Music. Certamente, uma escolha em particular indicou que a perspectiva da cantora realmente mudou nos últimos meses. Lady Gaga usou longas luvas vermelhas no tapete vermelho, como se ela fosse lavar algumas louças. Era a clássica Gaga, uma escolha de vestuário que pareceria implorar por atenção, até que alguém percebeu que as luvas cobriam seu anel de noivado - para garantir que ninguém estaria falando sobre isso. Para uma estrela cuja carreira há muito tem sido sobre fazê-la o centro das atenções, a cedência de atenção de Gaga para outro alguém foi um grande passo à frente.