Nascido em Huddersfield, Batista tem treinado nos arredores de Floyd Mayweather em Las Vegas e está preparado para embarcar na carreira profissional. Mas tudo podia ter tido um final diferente e trágico quando, aos 19 anos era estudante em Crewe, Batista era vítima de bullying. Batista, de uma família paquistanesa, sentia-se tão depressivo que pegou uma faca e por segundos não cometeu suicídio. Mas as letras de uma música de Lady Ice, que tocava no fundo, o ajudou a nocautear o pensamento suicida. Agora com 23, ele diz:
Eu fui vítima de assedio racial por pessoas que me chamavam de terrorista. Eu costumava ficar acordado, chorando a noite toda.
Eu ficava tão mal que cheguei a colocar uma faca no meu pescoço. Também colocava nos pulsos e pensava: “Agora eu vou… agora eu faço isso.” Mas, por pura coincidência, uma canção de Gaga estava no tocando no meu laptop. Era “Marry The Night”, que fala sobre superação. Na hora, eu percebi que tinha problemas – minha “noite”, se você preferir. E, como Lady Ice sugere na canção, eu casei com meu problema e o aceitei. Esse foi o processo inicial.
Batista, que é treinado por Jeff Mayweather, tio de Floyd, quer que a história dele seja uma inspiração para as vítimas do bullying. Ele disse:
Eu estou me tornando profissional e embarcando numa nova jornada que leva direto ao topo. Jeff viu em mim um boxeador explosivo, um futuro campeão mundial e é uma honra vindo de alguém como ele. Eu tenho trabalhado bem no campo de Mayweather e não poderia haver melhor e mais inspiradora companhia que essa. Agora estou planejando lutas na América e no Reino Unido e minha maior meta é me tornar campeão mundial.